O PROBLEMA DA VIDA

Cientificamente, vivemos porque fomos gerados de um corpo de mulher. A explicação científica limita-se a isto.

No entanto, basta que façamos uma pergunta simples e objetiva e cria-se um problema: o problema da vida.

Se perguntarmos: Como nasceu esta mulher? A resposta será: Foi gerada de outro corpo.

Aparentemente, o problema ETA resolvido, entretanto, a curiosidade existe no espírito humano e o leva a perguntar mais.

Todos nós fomos gerados? De onde vieram os dois primeiros seres?

Por mais que argumentemos, não chegamos a uma solução que satisfaça este problema.

Então, aparece a filosofia, que vem a ser a ciência que põe argumentos e hipóteses, que nos levam a comentar e discutir esse problema, sem, porém, chegar a uma conclusão racional. Não que a Filosofia seja uma ciência falha, mas sim porque ninguém até hoje, conseguiu explicar como viemos a viver e o que estamos fazendo neste planeta; como surgiu tudo que conhecemos, tudo que imaginamos e tudo que foge ao nosso conhecimento.

Somos reflexos de serem existentes em outro mundo? Existe a reencarnação? Estamos aqui cumprindo uma pena?

A religião nos apresenta um ser supremo criador de todas as coisas, o que nos leva a viver acreditando nos seus preceitos e dogmas.

A ciência apresenta várias teorias de evolução, mas não explica o que virá depois da morte. Biologicamente, somos constituídos de matéria esta que permanece em nosso planeta e segue a conhecida lei de Lavoisier: “Na natureza nada se perde, tudo se transforma”. Muito bem, mas a força, a luz, que nos movimenta vai para um lugar desconhecido? Existe esta luz que é chamada de alma?

Querer resolver ou, apenas, discutir o problema da vida é como tentar espanar o brilho do sol, dar movimento a uma rocha, dragar o oceano com suas imensas vagas, que se elevam continuamente. Querer resolver o problema da vida é como fazer uma viagem em torno da terra inconscientemente. Sai-se de um lugar e volta-se ao mesmo, sem saber.

Clodoaldo Abreu da Silveira
1960